Cientistas brasileiros criam parasita transgênico que é nova esperança contra a malária

Mosquito pica uma pessoa

Uma enzima encontrada em um camarão luminoso está ajudando pesquisadores a testar drogas que bloqueiam a transmissão da malária.

Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) criaram um parasita transgênico e introduziram em seu DNA a sequência genética responsável pela produção da nanoluciferase, uma proteína fabricada comercialmente pela empresa americana de biotecnologia Promega a partir da substância extraída do crustáceo. Continue lendo Cientistas brasileiros criam parasita transgênico que é nova esperança contra a malária

Certificados Sobremesa Acadêmica 2018.2 – Drogas de Abuso

Sobremesa Acadêmica – Drogas de Abuso
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Quimioterapia em spray é nova estratégia contra o câncer

Dez pacientes com câncer no peritônio já receberam a terapia por meio de aerossol no Brasil; estratégia é alternativa na luta contra a doença

Câncer no peritônio: os principais sintomas são dores e inchaço no abdômen (//iStock)

Um procedimento experimental contra o câncer pode ser uma nova aposta para o tratamento da doença. A técnica consiste em “borrifar” a quimioterapia diretamente no tumor, como um aerossol. A quimioterapia em spray é realizada por meio de uma cirurgia minimamente invasiva e causa menos efeitos colaterais ao paciente, já que age somente no local do tumor – e não é injetada diretamente na corrente sanguínea, quando ataca as células saudáveis. Por enquanto, a abordagem é indicada somente para o tratamento de pessoas com um tipo raro de câncer, o de peritônio, uma membrana que reveste a parte interna da cavidade abdominal e os órgãos como o estômago, intestino, bexiga e útero.

“Até o início dos anos 80 não havia qualquer expectativa de cura para o paciente com carcinomatose peritoneal que, na maioria dos casos, evoluía para o óbito em decorrência de complicações como a obstrução intestinal”, explica Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião oncológico do Hospital BP Mirante, em São Paulo. “Hoje, com o surgimento de outras técnicas, temos visto uma mudança, com possibilidades de aumento de sobrevida e melhor qualidade de vida”, completa.

Esse tipo de câncer evolui de forma silenciosa. Isso porque os sintomas são inespecíficos e difíceis de identificar. Quando os sinais tornam-se mais evidentes, geralmente, a doença já está em estágio avançado. Os principais sintomas são dores e inchaço no abdômen, que ocorre devido ao acúmulo de líquido no local.

O tratamento

O novo procedimento é conhecido como Pipac e pode ajudar cerca de 20% dos pacientes com esse tipo de tumor. Antes da aplicação da terapia, o doente precisa passar por algumas etapas. Primeiro, é submetido a laparoscopia, uma cirurgia minimamente invasiva em que o médico acessa a cavidade abdominal a partir do uso de pinças. O segundo passo é a retirada de um fragmento do tumor para a realização de biópsia. O material é analisado para que seja determinado em qual estágio o tumor está. Os médicos então aplicam o spray do quimioterápico diretamente no tumor. Ele penetra mais profundamente nos tecidos, agindo nas células tumorais. O Pipac tem o potencial de reduzir o tamanho do tumor. Além de melhorar a qualidade de vida, o procedimento pode abrir caminho para que o paciente faça uma cirurgia radical no futuro.

“Antigamente, esses pacientes seriam submetidos a uma quimioterapia paliativa e sem chances de melhora. A nova estratégia é uma alternativa para eles”, diz o cirurgião Arnaldo Urbano Ruiz.

O Brasil tem entre 15.000 e 20.000 novos casos por ano. A carcinomatose peritoneal não é exatamente um tumor. “Na realidade, trata-se da disseminação de um tumor que normalmente nasce em outro órgão do corpo — e não necessariamente na região do abdome, na cavidade peritoneal”, aponta Ruiz. Geralmente, os casos mais comuns de carcinoma peritoneal ocorrem a partir de um tumor primário de ovário, apêndice, intestino, pâncreas ou estômago. Até agora, cerca de 10 pacientes já se beneficiaram da técnica no Brasil. O procedimento começou a ser realizado em 2017, em Porto Alegre.

Por: Veja

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Acesso em: 19/11/2018 18:50

Estudo do Instituto do Cérebro da UFRN descobre método que pode contribuir para curar cegueira

Pesquisa é do ICe/UFRN, em parceria com o Instituto Metrópole Digital e o Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ.

Pesquisa foi desenvolvida no Instituto do Cérebro da UFRN, sob coordenação do neurocientista Marcos Costa — Foto: José de Paiva Rebouças

Pesquisa foi desenvolvida no Instituto do Cérebro da UFRN, sob coordenação do neurocientista Marcos Costa — Foto: José de Paiva Rebouças.

Retinopatias são lesões não inflamatórias da retina ocular. Assim como o glaucoma, a neurite óptica, entre outras, são doenças que não têm cura. Alguns tratamentos e cirurgias impedem o avanço, mas não recuperam a visão perdida. Isso só acontece, em alguns casos, através de transplante.

Porém ciência tem apostado na regeneração celular como solução contra a cegueira. Muito já foi divulgado sobre o assunto, mas um estudo publicado por pesquisadores do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe/UFRN), em parceria com o Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) e o Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, representa um grande passo nesta corrida.

Com o título “Evidência da conversão de Müller glia em células ganglionares da retina usando Neurogenin2”, a pesquisa publicada no jornal suíço Frontiers in Cellular Neuroscience mostra ser possível converter células gliais de Müller (MGCs) em neurônios com características típicas de neurônios da retina, tais como fotorreceptores e células ganglionares.

O avanço dessa pesquisa poderá contribuir, futuramente, segundo os pesquisadores, para o desenvolvimento de terapias gênicas em humanos, oportunizando possíveis tratamentos contra as cegueiras ocasionadas por retinopatias degenerativas.

As glias de Müller, tipo de células gliais da retina que levam esse nome por terem sido descritas em 1851 por Heinrich Müller, são encontradas na retina de vertebrados e têm papel de suporte dos neurônios da retina.

Os pesquisadores indicam que estudos anteriores haviam demostrado que as MGCs podem retomar a proliferação em retinas lesionadas de camundongos adultos. Contudo este processo é muito lento se comparado à reparação tecidual na retina de peixes adultos, em que as MGCs praticamente regeneram toda a retina após uma lesão.

O novo estudo, o do ICe, mostrou que as MGCs de roedores adultos e recém-nascidos podem ser geneticamente reprogramadas em neurônios através da expressão de um único gene exógeno.

“Nós e outros laboratórios conseguimos transformar MGCs em neurônios da retina utilizando apenas um fator de transcrição, conhecido como Ascl1. As MGCs que recebem este fator de transcrição adquirem características de fotorreceptores, células bipolares e amácrinas, mas não de células ganglionares, principal célula perdida no glaucoma. Agora, identificamos outro gene capaz de fazer isso”, afirmou o neurocientista Marcos Costa, coordenador da pesquisa.

O resultado do estudo, desenvolvido exclusivamente no Instituto do Cérebro da UFRN durante seis anos, indica que outro fator de transcrição – a Neurogenina 2 – induz a reprogramação de MGCs de roedores pós-natais em células ganglionares da retina in vitro, e retoma a geração deste tipo neuronal a partir de progenitores tardios da retina em animais vivos.

“Essas observações colocam a Neurogenina 2 na lista de genes candidatos para futuras terapias gênicas visando o tratamento da cegueira”, acrescentou Marcos. O próximo passo, segundo o neurocientista, é mostrar isso em animais modelo para o estudo de glaucoma.

Por G1 RN

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